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Quarto Dia - Gramática
Há duas semanas, quando eu estava pensando em criar um blog, resolvi escrever alguns textos pra ver se conseguia fazer algo interessante. Como sou ansioso demais, não esperei muito e só deu pra escrever duas histórias, uma boa e uma ruim. Ontem, quando procurava algum assunto para o post de hoje, resolvi dar uma revisada no texto bom e usá-lo no blog. No entanto, mudei de idéia antes mesmo de terminar de ler o primeiro parágrafo. O texto estava um lixo!
Normalmente eu ficaria triste, mas, por dois motivos fiquei muito feliz. Primeiro, porque tinha uns erros tão infantis que eu acabei dando risada. E segundo, porque deu pra perceber o quanto eu melhorei. Fiquei impressionado e fiquei ansioso pra escrever ainda melhor.
Desde que eu comecei o blog, meu tio Cláudio me manda e-mails mostrando uns erros e dando alguns toques. Ontem ele disse que seria uma boa se eu desse uma olhada numa gramática. E, gente, o impossível aconteceu. Eu realmente dei uma olhada. Foi só na parte de pontuação, mas já foi o suficiente pra deixar minha mãe emocionada e eu pensativo.
Sempre desprezei a gramática, mas hoje eu preciso dela (e provavelmente continuarei precisando). Como eu só tive péssimas professoras de português e nunca tinha sido incentivado a escrever,demorei muito pra descobrir a função da gramática. Ela é muito útil pra quem deseja escrever.
Hoje eu vou fazer a reciclagem do texto lixo (que até que tem potencial) e ele vai ser o post de amanhã.
Ah! Não contem pra Ana Maria que eu andei lendo gramática! Afinal, eu tenho que manter minha fama de mau.
Escrito por Guilherme Simões às 00h05
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Terceiro Dia - Prelúdio
Prelúdio
Sonho que se sonha só É só um sonho que se sonha só Mas sonho que se sonha junto é realidade ________________________________________
Essa música de Raul Seixas tem poucas palavras, mas muito conteúdo. É tão bonita, que meus pais escolheram pra ser a música do casamento deles. Uma escolha que pode parecer meio estranha, mas é que na época, diziam que era coisa de careta ter um casamento convencional demais. Hoje em dia, coisa de careta é chamar alguém de careta. Mas a letra de Prelúdio passa uma mensagem que continua, e sempre continuará, sendo atual.
Um exemplo disso, é o que aconteceu numa aula de química, quando eu estava no primeiro ano. O professor resolveu fazer uma aula especial, disse pra turma se organizar num círculo e deu a chance pra cada um falar o que quisesse. Foi engraçado ver como todo mundo passou a discutir coisas profundas de uma hora pra outra. Uma das pessoas que eu mais gostei de ouvir foi Priscila. Ela contou que tinha um sonho (não lembro qual) e que achava que era impossível realizá-lo. Mas criou coragem, conversou com os pais sobre o assunto e eles resolveram ajudá-la. Ela disse também (um pouco emocionada) que muitas vezes os sonhos parecem ser impossíveis, mas não são, só é preciso tentar. E, no final, citou a letra de Prelúdio. Lembro que Tássio e eu ficamos muito felizes, pois, para nós, é uma das melhores músicas de Raul.
A música é bem interessante, a história da aula de química também. Mas na verdade, isso tudo foi só uma introdução pra contar uma descoberta que eu fiz. Há um mês atrás, meu pai me deu o cd John Lennon Acoustic. Fiquei ouvindo e acompanhado as letras no encarte, até que o cd acabou e eu li na última página:
“A dream you dream alone is only a dream. A dream you dream together is reality.”
John Lennon
Intrigante, não?
Escrito por Guilherme Simões às 00h04
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Segundo Dia - Scorpions
Nos últimos dias, eu fiquei fazendo um monte de coisas que, apesar de serem legais, me deixaram morto de cansaço. Então ontem (não é hoje porque já passou da meia noite) eu resolvi relaxar. Dormi de tarde, joguei THUG2 (ótimo jogo para quando você não quer pensar em nada) e chamei Renata pra vir pra minha casa. Comemos pizza, assistimos TV, matamos as saudades. Mas, depois que ela saiu, chegou a hora de blogar. Pensei um pouco sobre o que escrever e resolvi fazer uma sinopse do cd Unbreakable dos Scorpions.
Pra quem não sabe, Scorpions é uma banda de Metal que fez muito sucesso na década de 80. Os caras ficaram alguns anos sem fazer nada novo, mas, há pouco tempo, voltaram à ativa. Pra quem quiser conhecê-los agora, eu aconselho começar pelo cd Love at First Sting de 1984, pois tem os dois clássicos Still loving You e Rock You Like a Hurricane.
Carla e Paula (minhas queridas cunhadinhas) me deram o Unbreakable de natal e, desde então, não passou um dia que eu não escutasse pelo menos uma música dele.
No início, eu achava que ia ser igual ao novo cd do Metallica (uma bosta). É que a primeira música é meio ruim, mas quando me obriguei a ouvir o cd inteiro (eu sempre faço isso), me apaixonei. Os caras não perderam o jeito. É tudo muito bem tocado, a qualidade da gravação é excelente e as músicas são quase todas perfeitas. Não se perderam no meio das inovações tecnológicas (como tantas bandas fazem). Utilizaram mais equipamentos mas não sacrificaram o estilo que os fez famosos. Estilo que eu curto muito.
Agora eu voltar a aproveitar o meu ócio. Ao som de Scorpions, é claro.
Escrito por Guilherme Simões às 00h39
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Primeiro dia - A estréia e os Biscoitos
Fiquei muito feliz com a estréia do meu blog. Eu estava nervoso (ainda estou), mas muito feliz de ter conseguido vencer minha timidez. Adorei os comentários (achei que só ia ter os de Renata) e o apoio dos amigos. O e-mail de Ivo foi tão legal que eu vou até colar aqui (espero que ele não se importe):
“Rpz, eu gostei do testo mas n posso criticar pq nunca entrei em outro blog, porém como vc eh meu amigo tenho q elogiar qualquer merda q vc faz entaum TA BALA VEI!!!”
Fiquei inseguro quanto ao blog, mas não quanto à amizade.Um abraço pra todo mundo que me ajudou e um beijo pra Renata, que, como sempre, me deu o maior apoio. ________________________________________
Ontem de madrugada, após ter criado o blog, resolvi assistir a um filme. Como assistir filme sem nada pra comer é um saco, fui procurar uns biscoitos que eu tinha comprado. Vasculhei, um por um, todos os armários da cozinha mas não achei nada. “Devo ter deixado no carro”. Vesti uma camisa, peguei as chaves e desci.
A garagem do meu prédio é uma esculhambação. De uns anos pra cá, foi ficando cada vez mais cheia de porcaria que os moradores insistem em guardar e, consequentemente, os insetos dominaram o lugar. Como tenho medo de insetos (antigamente achava que era fobia, mas hoje acho que isso já é exagero) passei a não gostar da garagem. Ainda mais de noite.
Abri a porta do elevador e fui andando até o carro. Estava tão silencioso que eu só escutar os meus próprios passos. Mas então, ouvi um barulho. Achei que podia ser uma aranha, talvez um rato. Fiquei logo com medo. Se fosse um rato eu podia acabar pegando alguma doença, e aranha parece inseto. Afinal, eu não conto o número de patas do bicho pra ter medo. Voltei pro elevador, apertei o botão para subir e esperei. Estava decidido a deixar os biscoitos pra lá.
Mas então pensei: “E se algum dia aparecer uma barata na casa de Renata enquanto eu estiver lá? Eu vou fazer o que? Ajudar ela a subir na cadeira? Não. Tenho que descer.” Então começou a operação Resgatar Biscoitos.
Desci de novo, entrei na garagem e fui, tentando não fazer barulho nenhum, apertar o botão dos outros dois elevadores (é sempre bom ter várias rotas de fuga). Então comecei a andar até o carro. Olhava para todos os lados e ficava sempre com o ouvido aguçado. Ouvi um barulho vindo de um armário velho, mas isso não me impediu de seguir em frente. Abri o carro, avistei o saco plástico e, num movimento rápido, agarrei-o e fechei a porta. Fui pro elevador mais perto e conseguir chegar em casa sem que o rato/aranha me pegasse.
Na verdade, quando eu sentei no sofá pra ver o filme, comecei a achar que os barulhos que ouvi foram frutos da minha imaginação. Provavelmente não tinha nem rato nem aranha. Às vezes, a gente fica com receio de fazer uma coisa, mas quando cria coragem e faz, descobre que era besteira ter medo. Acho que foi assim com os biscoitos e também com o blog. Fiquei feliz por ter superado meus medos.
É... Se eu não tivesse comido biscoito demais e passado mal, a noite teria sido perfeita.
Escrito por Guilherme Simões às 00h09
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XenoBlog
Quando eu estava pensando em criar um blog, pensei que o primeiro post deveria ser sobre os meus motivos para começar a escrever e sobre como seria o blog. Então, depois de alguns dias pensando nisso, resgatei o caderno do segundo ano das profundezas do meu armário e comecei a escrever. Cada dia eu pensava em um motivo diferente e escrevia no caderno, mas eu percebi que nunca ia parar. Meus motivos para escrever são em parte o que eu quero escrever. O que eu tinha planejado fazer no primeiro post é o que eu vou fazer no Blog inteiro. Se Seinfeld pode fazer uma série sobre nada então eu farei um Blog sobre tudo. Espero que gostem!
Escrito por Guilherme Simões às 00h05
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